O Procon Tocantins divulgou um alerta urgente aos consumidores sobre o recolhimento de um lote específico de chá de camomila, da marca Água da Serra, após a constatação de contaminação que compromete a segurança do produto.
A medida foi determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e vale para todo o território nacional. O lote afetado 6802956 teve a comercialização, distribuição, divulgação e consumo suspensos imediatamente, conforme publicação no Diário Oficial da União.
Análises laboratoriais identificaram falhas graves nas boas práticas de fabricação, com presença de 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos em uma amostra de 25 gramas do chá, número que supera o limite máximo permitido. Foram ainda encontradas partes de talos, ramos e sementes que não fariam parte da composição esperada do produto.
Diante disso, o **Procon reforça que os consumidores não consumam o chá pertencente a esse lote, mesmo que a embalagem esteja lacrada ou aparentemente intacta. Se o produto estiver em casa, a recomendação é interromper o uso imediatamente e procurar informações sobre devolução ou descarte seguro junto à Vigilância Sanitária local.
O órgão também orienta que, caso o produto contaminado seja encontrado à venda em qualquer estabelecimento, o consumidor deve solicitar a retirada imediata do item do comércio e comunicar a situação às autoridades competentes.
Para esclarecimentos, dúvidas ou denúncias de produtos irregulares, é possível entrar em contato com o Procon Tocantins pelo telefone (63) 9 9216-6840.
️ Nossa opinão
Este tipo de alerta não deve ser encarado com despreocupação, muito pelo contrário. Quando um produto alimentar chega ao ponto de apresentar contaminação visível por larvas e fragmentos de insetos, é claro que houve falhas sérias no processo de fabricação e controle de qualidade. Não é apenas um incômodo: trata-se de um risco real à saúde do consumidor.
O Procon e a Anvisa estão cumprindo um papel essencial ao proteger a população, mas a responsabilidade também passa pelos fabricantes, distribuidores e comerciantes que colocam esses produtos no mercado. É crucial que todo consumidor esteja sempre atento ao número do lote, data de validade, integridade da embalagem e origem do produto antes de comprar qualquer alimento ou bebida.
Reforçamos: não consuma produtos que foram recolhidos ou que você suspeite estar impróprios. Caso perceba qualquer problema, denuncie — brigar pelos seus direitos é parte de garantir mais segurança para toda a comunidade. O Código de Defesa do Consumidor garante que produtos inadequados sejam substituídos ou ressarcidos, e essas ferramentas existem para proteger cada um de nós.
Fica o alerta: segurança alimentar não é detalhe, é prioridade para sua saúde e de sua família.